Um olhar (que se pretende) diferente sobre as coisas, num mundo em que muitas vezes nos sujeitamos à ditadura do politicamente correto. Não diferente só por ser diferente mas por ser pertinente.
08 de Setembro de 2015

Nunca usei um Uber. Mas hei-de experimentar e tomei essa decisão hoje por causa deste protesto: http://expresso.sapo.pt/sociedade/2015-09-08-Taxistas-envolvem-se-em-confrontos-durante-manifestacao-contra-a-Uber

Enquanto consumidor gosto de ter alternativas (e embirro com monopólios, concessões em regime de exclusividade e outros artifícios que minam a liberdade de escolha e a lógica de mercado em que sobrevivem os melhores, os mais baratos, os com melhor relação qualidade preço.

Na manifestação de hoje os taxistas estiveram à sua altura. Nunca apanhei um Uber mas já apanhei imensos táxis em Lisboa, de dia e de noite. Hoje evito ao máximo apanhar um taxi pois já temo apanhar mais (motorista) um esquisito. Acabo por usar os transportes públicos ou um misto de metro com viatura própria. E a partir de hoje considero também Uber. A profissão, talvez por ser uma espécie de profissão por conta própria,  parece atrair pessoas com desequilíbrios vários e pouca apetência para se relacionarem com pessoas.

Já apanhei um taxista que, sem nós termos pedido qualquer tipo de pressa, voava pelas ruas de lisboa, passando sinais vermelhos e gabando-se de já ter tomado vários  whiskies mas e estar ali direitinho….

Uma vez entrei num mercedes cujo motorista levava o autorrádio altíssimo com uma música étnica estranhíssima e nem os vidros da viatura consegui baixar (estavam trancados) numa tentativa do ruído exterior abafar um pouco a “música”.

Outra vez entrei num táxi num sábado ou Domingo à tarde em que o taxista  ouvia relatos de futebol com a particularidade das equipas da 1ª e 2ª divisão não jogarem, pondo-se a comentar comigo os resultados das equipas mais obscuras, como se eu, ou qualquer pessoa comum, tivesse interesse em saber o resultado do Carcavelos ou do Casa Pia….

Recordo-me também de um taxista que ultrapassou pela direita na avenida lusíada mais de 20 carros e depois, uns metros à frente não deixou um carro que vem da direita entrar na sua faixa com o argumento “se eu esperei tu também esperas” tendo quase colidido.

Uma vez na faixa da esquerda da avenida lusíada, perto do Natal, com um trânsito brutal, um taxista à minha frente faz a avenida toda nessa faixa, muito devagar (ainda mais que o restante trânsito) deixando toda a gente meter-se à sua frente (estava obviamente ocupado, o taxi….).

Já apanhei um ladrão vigarista que, para fazer o percurso Benfica - Hospital Santa Maria, em vez de fazer a Avenida Lusíada, sempre a direito e direta ao hospital, saiu para apanhar a 2ª circular e andar às voltinhas. Sendo que quem vai para o Hospital normalmente ou tem problemas de saúde ou vai visitar quem os tem (eu ia com uma pessoa idosa), é ainda maior a falta de escrúpulos.

Já apanhei um taxi por volta das 06, 07 da manhã, muito velho em que o motorista nos pediu para empurrar o carro caso não pegasse, o que veio a acontecer. Pensei que aquilo era para o programa dos apanhados… Mas não. Era um táxi “normal” e não era conduzido por um ator.  

Portanto, para a minha experiência com a Uber correr pior terei que ser assaltado, raptado, agredido ou ter um acidente grave de viação….


https://www.google.pt/search?q=taxistas+aeroporto+lisboa&ie=utf-8&oe=utf-8&gws_rd=cr&ei=7AfvVYGQFITreaamkbgG#q=taxistas+aeroporto+lisboa+deten%C3%A7%C3%B5es.

 

 

publicado por urreivainu às 17:13
28 de Agosto de 2015

Há uma realidade no mercado* laboral português que muito me entristece e inclusivé revolta. Por essa realidade (e por esta e por esta o meu desagrado e ceticismo estende-se às pessoas que nos governaram nestas últimas décadas, muitos deles com emprego por convite pessoal, seja público ou privado, e que não passam pela realidade de responder a anúncios e dos processos de recrutamento.

A realidade de que falo transparece logo no anúncio de emprego. É normal nos anúncios de emprego nacionais pedir-se uma série de requisitos (o abaixo nem é dos piores), e um perfil que aponta para que o candidato já traga toda a formação necessária (investimento zero ou quase zero na pessoa), uma vez mais o abaixo nem é dos piores… Por outro lado quantas linhas se reservaram no anuncio para o que a empresa oferece? Nenhuma. Zero. Parece que o interesse em aliciar um (bom?) candidato é nulo. Queres assim queres, não queres…. Isto está latente em mais de 90% dos anúncios de emprego portugueses…. Salário? Benefícios? Regalias? Nada… E é uma empresa de “desenvolvimento do indivíduo e no enriquecimento das Organizações”. Olha se não fosse…

 

Assistente administrativo e financeiro (M/F)
xxx- Lisboa

A xxx encontra-se a recrutar um Assistente Administrativo e Financeiro (M/F) para integração na sua equipa.

Somos uma consultora de recursos humanos, focada no desenvolvimento do indivíduo e no enriquecimento das Organizações, por via da melhoria das competências, aquisição da capacitação individual e grupal, e do aumento da eficácia e eficiência dos processos e sistemas organizacionais.

Local de trabalho: Lisboa

Responsabilidades:

- Apoio à Direcção Financeira;

- Expediente geral de escritório;

- Apoio à facturação;

- Apoio no processamento de despesas;

- Suporte na preparação e organização de documentos para envio para a contabilidade;

Perfil:

- Formação na área de Finanças, Contabilidade, Gestão ou outra relevante;

- 2 a 3 anos de experiência profissional em funções semelhantes;

- Conhecimento de software(s) de facturação;

- Autonomia e dinamismo;

- Capacidade de organização;

- Capacidade de análise e raciocínio lógico;

- Orientação para resultados;

- Capacidade de gestão do stress;

- Disponibilidade imediata.

 

*mercado muito imperfeito, cheio de protecionismos, com pouca mobilidade e onde um dos intervenientes tem claramente mais força do que outro...

 

mais sobre o assunto: http://ganhemvergonha.pt/

 

publicado por urreivainu às 15:10
21 de Julho de 2015

Um dia disse que ia comprar tabaco e saiu porta fora....

publicado por urreivainu às 11:43
16 de Julho de 2015

E agora, para isto bater no fundo, uma anedota.

Um Francês, um Grego e um Alemão entram num restaurante para jantar.

O Alemão escolhe uma ementa frugal. O Francês e o Grego mergulham numa ostensiva mariscada que o Grego refere não estar nada de especial. Na Grécia come-se melhor. Quando terminam, o Alemão sugere cada um pagar o que comeu. O Francês diz que nem pensar, vieram a três, divide-se por três. O Grego concorda mas avisa logo que não trouxe a carteira por isso ficará a dever. O Alemão faz má cara. O Grego indigna-se. Diz que parece impossível, afinal veio jantar com amigos ou com estranhos? Questiona-se porque é que se dá com Alemães quando estes têm sempre atitudes destas… Fica ofendidíssimo e sai porta fora a barafustar. Os dois que ficam lá pedem a conta cientes que terão que pagar a parte do Grego. Quando esta vem reparam que estão a ser debitados 6 jantares em vez de 3. Chamam o empregado que prontamente se justifica. O Grego já lá devia três jantares naquele restaurante…

Pois é. Não teve piada nenhuma….

Nota: O Inglês não compareceu.

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publicado por urreivainu às 10:31
25 de Fevereiro de 2015

Dois polícias foram colhidos por um comboio tendo morrido no local. Tivessem sido, nas mesmas circustâncias, trucidados dois assaltantes oriundos de algum bairro de má reputação teríamos problemas. E não fossem brancos seria sem dúvida  racismo. Haveria tumultos no bairro, incendiar-se-iam coisas. Mas foram dois polícias. Azaritos. Não há problema algum.

publicado por urreivainu às 18:30
24 de Fevereiro de 2015

Hoje foi dia de ordenhar as vacas.

Houve greve de metro em Lisboa. Mais uma. Ainda mais grave quando as redundâncias dos transportes públicos diminuiram o que aumenta o incómodo causado mesmo não sendo uma greve geral de transportes.

Há uns anos atrás impingiram-nos os parquímetros (agora designados parcómetros) em zonas que anteriormente eram espaço público gratuíto. As zonal EMEL não param de aumentar. Venderam-nos a ideia que era para incentivar a utilização dos transportes públicos e tirar carros da cidade. Acontece que, em dias de greve de transportes públicos, as pessoas que trabalham (incluindo os do prividado que nunca na vida fizeram uma greve apesar de terem razões de queixa), os utentes dos hospitais (no caso extremo os doentes em tratamentos como p. ex. quimioterapia), os estudantes que chumbam por faltas,  entre outros, nestes dias, têm  pagar para poder ir trabalhar ou ao hospital. É compreensível que se cobre parquímetros (e coimas) em lisboa em dia de greve de transportes? É para isto que pagamos aos nossos governantes? A única maneira de resolverem os problemas é taxarem-nos?

publicado por urreivainu às 13:03
05 de Fevereiro de 2015

Tangas Papagrupus chegara ao governo na Grécia. A primeira medida foi nomear Calotis Tezus para ministro das finanças. Tinham prometido negociações duras com todos. A troika. A Europa e a Alemanha. Mas se por um lado falar é fácil, aterrar na realidade costuma ser um bocado mais doloroso.

 

 

publicado por urreivainu às 15:44
12 de Dezembro de 2014

Aos que perderam a vida no mar,

porque foram pescar,

estamo-nos a cagar
para essa labuta penosa e dura.

 

Mas aos que foram numa fútil noite de diversão,

com farra e álcool à mistura,

oh esses passam na televisão!

Que perda tão sofrida. Erga-se monumento!
Dois – Sugiro! Um que seja de um jumento.

 

http://www.sol.pt/noticia/120227

publicado por urreivainu às 14:00
08 de Outubro de 2014

Centro Comercial Colombo. Preciso de comprar cartões de banda larga móvel por motivo profissional. Vou à loja empresarial da Vodafone. Tem mais empregados do que clientes. Tiro uma senha. Sou imediatamente chamado. Sento-me. O funcionário ignora-me enquanto digita coisas no seu teclado. Ao lado dois colegas sem clientes. Falam todos entre si. Pergunto se vendem cartões para banda larga móvel. Responde que sim se for para empresa. Continua a teclar. Fico um minuto à espera a pensar porque me chamou se não estava pronto para me anteder. Finalmente premeia-me com a sua atenção. Peço-lhe os cartões de que necessito para a empresa. Manda-me embora pois tratam-se de tarifários pré-pagos para particulares, tenho que ir à outra loja. No mesmo Colombo. Não que me tenha indicado onde fica mas eu por acaso sei. Gostei da experiência? Não. Apetece-me comprar mais produtos e serviços neste operador? Não. E lá os deixei sozinhos, e dirigi-me à loja para particulares onde tirei nova senha, esperei e venderam-me os cartões.  

 

 

publicado por urreivainu às 17:25
11 de Setembro de 2014

A essência do conhecimento consiste em aplicá-lo uma vez possuído. 

 

Confúcio.

 

Ou desconstruindo um pouco, o conhecimento só tem valor se o usarmos, caso contrário...

publicado por urreivainu às 18:15
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