Um olhar (que se pretende) diferente sobre as coisas, num mundo em que muitas vezes nos sujeitamos à ditadura do politicamente correto. Não diferente só por ser diferente mas por ser pertinente.
13 de Março de 2014

Em Portugal (o poder público) não se previne, remedeia-se. Remenda-se. Faz-se a coisas por entusiasmo, seja eleitoralista ou outro, faz-se impensadamente (ou pensado em interesses que não o público) e depois logo se vê. Quem vier a seguir que feche a porta, que pague, que resolva a dívida. O triste é que sempre foi assim.... Mesmo as oposições mais extremistas abarcam em projectos orelhudos e populistas (acabe-se com as comissões bancárias, direitos dos homossexuais a afins...) mas não se vê ninguém a fazer seu cavalo de batalha um plano oficial de contabilidade público mais rigoroso, orientado pelos princípios que se exige às empresas privadas, nem a responsabilização pessoal pelos desvios e desvarios com dinheiros públicos. O tribunal de contas vai noticiando as sucessivas incúrias e não acontece nada.... 

 

Vejo muito do portugal de hoje em dois artigos que li esta semana:

http://expresso.sapo.pt/reestruturacao-da-divida-se-correr-o-bicho-pega-se-ficar-o-bicho-come=f860263

100 anos depois: http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO329052.html?page=0

 

As perspectivas não são boas e enquanto esta gente (a nossa gente, NÓS) nos governar não me parece que a lógica mude muito. Quem está na oposição só pensa em conquistar o poder. Exige todas as facilidades, promete dar tudo. Quem exerce, tira à classe média, aos que não podem fugir, não incomoda os poderes instalados e assegura o seu futuro... E assim vão alternando. TODOS. Falámos mal da Troika, da Merkel, dos alemães, deste e daquele lá de fora (porque é mais fácil) mas os países deles não têm o nosso défice, não precisam de intervenção externa e por isso conduzem as suas políticas (PORQUE PODEM) com maior credibilidade, menos austeridade, menos desemprego e MELHORES RESULTADOS. 

 

Deixo aqui para memória futura: O próximo órgão de poder a ficar insolvente, é aquele que agora esbanja dinheiro, o que tem e o que não tem, são as Juntas de Freguesia. É ver as obras que estas estão a fazer. Remodelam-se pracetas que eram funcionais, mudam-se estradas que funcionavam bem, arranjam-se passeios que ninguém usava nem usa, remenda-se todos os anos os mesmos buracos duas vezes por ano, etc.... As juntas de freguesia são as próximas "Câmara Municipal de Lisboa" e de Vila Nova de Gaia em termos de buraco financeiro.... 

 

publicado por urreivainu às 10:55
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