Um olhar (que se pretende) diferente sobre as coisas, num mundo em que muitas vezes nos sujeitamos à ditadura do politicamente correto. Não diferente só por ser diferente mas por ser pertinente.
26 de Janeiro de 2014

"Presidente pediu expressamente ao Ministério Público (MP), por escrito, que mantivesse o "procedimento criminal" contra o cidadão que o terá ofendido, em Elvas, nas cerimónias do 10 de Junho."

 

http://www.dn.pt/politica/interior.aspx?content_id=3645524&page=1

 

ARTIGO 328.º
(Ofensa à honra do Presidente da República)

1- Quem injuriar ou difamar o Presidente da República, (...) é punido com pena de prisão até 3 anos ou com pena de multa.

2- Se a injúria ou a difamação forem feitas por meio de palavras proferidas publicamente, de publicação de escrito ou de desenho, ou por qualquer meio técnico de comunicação com o público, o agente é punido com pena de prisão de 6 meses a 3 anos ou com pena de multa não inferior a 60 dias.

3- O procedimento criminal cessa se o Presidente da República expressamente declarar que dele desiste.

 

 

Acontecesse esta notícia e esta lei num país africano, no Zimbabué de Mugabe ou na Angola de José Eduardo dos Santos, por exemplo, e quase todos os que lêem estas linhas pensariam em ditadores, repúblicas de bananas, despotismo e afins.  Mas não. Esta notícia e esta lei, acontecem na nossa democracia, naquela em que nos vendem que temos todos os mesmos direitos e que somos iguais perante a lei. 

publicado por urreivainu às 16:23

Olho para a Argentina com o maior medo e horror. A Argentina teve no final da década de 90 um problema com muitas parecenças com o português. Sobreendividamento público e incapacidade política em reduzir o défice e de fazer reformas estruturais.   O ajustamento na argentina foi brutal com as pessoas a verem-se, de um dia para o outro, impossibilitadas de aceder às suas contas bancárias e com o estado a converter depósitos em moeda estrangeira para um peso argentino que nada valia, e a cada hora ainda menos, dada a hiperinflação. O mais preocupante é que a Argentina ainda hoje não se endireitou, mais de dez anos passados! Na Argentina ninguém se queixa da adesão ao Euro, da União Europeia, da Troika nem da Angela Merkl. Porque não tiveram. Nem têm.   

publicado por urreivainu às 16:08
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